domingo, 23 de maio de 2010

SÍMBOLOS SAGRADOS TIBETANOS

OS OITO SÍMBOLOS AUSPICIOSOS se originaram em um grupo de símbolos indianos utilizados pela realeza e eram apresentados em Cerimônias Especiais como a coroação de um rei. Sinta-se coroado agora a um novo nível em sua vida individual, abra-se para receber novas Bênçãos de Luz dos Budas e do Universo.

Para que possamos meditar neles nestes momentos de mudanças e escolhas, a sugestão é olhar para os desenhos e ler as explicações todos os dias, por 1 semana no mesmo período: manhã, tarde ou noite - assim você vai criando a egrégora de proteção e abundância em seu lar e em sua vida através de Símbolos Milenares que trazem a Tradição Tibetana da Co-Criação.
Símbolos Sagrados levam suas vibrações a níveis diferentes de nossos corpos: físico, mental, emocional e espiritual .



O Guarda-sol
Simboliza toda a atividade de preservação voltada a todos os seres, contra a doença, contra agressão, contra forças ameaçadoras, obstáculos e tudo o mais nesta existência. Este é um símbolo de proteção e realeza. A sombra protege do calor e do sol e o frescor de sua sombra representa proteção contra o sofrimento, desejo, obstáculos e doenças. Tradições diferentes desenvolveram muitos tipos de guarda-chuvas: a parte de cima simboliza sabedoria e o tecido que protege simboliza compaixão.





O Peixe Dourado representa a emancipação de uma consciência individual de todo sofrimento, a qual conseqüentemente leva à futura libertação espiritual. Simbolizam felicidade, devido à sua liberdade na água, fertilidade e abundância, devido à sua capacidade de se multiplicar rapidamente.


Vaso Do Tesouro Simboliza longa vida, saúde e prosperidade. Ele é feito em argila como um bebedouro de água na tradição indiana. Os desenhos tibetanos trazem pétalas de Flor de Lótus.O tecido é seda e vem dos patamares dos deuses. A parte superior é selada com uma árvore de pedidos de boa sorte, com a raiz retendo água da longevidade para criar todos os tesouros que possuem qualidades especiais e não importa quanto possa ser retirado do vaso, ele sempre permanece cheio. Simboliza Vida Longa e Prosperidade.





O Lótus Branco Simboliza pureza de corpo, discurso e mente e o florescimento das ações na liberação da felicidade. O lótus é símbolo de pureza expressada em diferentes formas. É capaz de crescer e florescer do lodo, portanto é um símbolo de Geração Divina. O lótus no trono implica a concepção imaculada, portanto é Divino. As Divindades são sempre
representadas segurando um lótus como símbolo de suas qualidades de pureza, compaixão,renúncia e perfeição.




A Concha Dextrógira A concha simboliza a difusão dos ensinamentos do Dharma e o despertar do sono da ignorância. A concha vem das estórias indianas antigas que descrevem como os heróis míticos carregavam grandes conchas.É um símbolo de Poder e seu som afasta os maus espíritos e previne a aproximação de criaturas que possam causar danos ou que atraiam desastres naturais.




O Nó Sem Fim Um diagrama geométrico que simboliza a unidade da sabedoria e grande compaixão, e o caráter ilusório do tempo. Este nó não tem começo nem fim, e simboliza a sabedoria e a compaixão ilimitadas. Indica a continuidade da vida conforme as linhas se sobrepõem na realidade da existência humana.




O Estandarte de VitóriaA bandeira marca a vitória das doutrinas positivas sobre a morte, a ignorância e todas as negatividades deste mundo. Originou-se nos estandartes militares de vitória carregados pelos indianos nobres. Ela simboliza os métodos de ultrapassar problemas. Também traz o desenvolvimento do conhecimento, sabedoria, compaixão, meditação e votos éticos.



Roda Do Dharma Representa o Dharma e a própria iluminação, a roda simboliza o evoluir da Lei Universal e dos ensinamentos dos iluminados, em teoria e prática. A roda é um símbolo antigo da CRIAÇÃO, NOBREZA E PROTEÇÃO, que representa MOVIMENTO E MUDANÇA.
É também DHARMACHACRA ou RODA DA LEI, que no Tibet significa a RODA DA TRANSFORMAÇÃO ou DA MUDANÇA ESPIRITUAL. Também significa que ultrapassarmos todos os nossos obstáculos e ilusões.

domingo, 16 de maio de 2010

A PERFEIÇÃO DE GENEROSIDADE OU DE DAR

Para fazer a pratica de dar coisas materiais, primeiro contemplamos as desvantagens da avareza e os benefícios de dar, e então, nos dedicamos a pratica efetiva. No sutra Perfeição de Sabedoria condensado, Buda ensina que a avareza leva à pobreza e ao renascimento como espírito faminto. Mesmo nesta vida, a avareza causa sofrimento. È uma mente estreita e incomoda, que nos faz experienciar isolamento e impopularidade. Dar, por outro lado, é uma mente alegre, que nos trará riquezas e recursos abundantes no futuro..

Não há porque nos aferrarmos às nossas posses, pois riqueza só tem sentido quando é distribuída ou usada para beneficiar os outros. Já que na morte não teremos outra escolha a não ser nos separar das nossas posses, é melhor fazê-lo agora, tirando, assim, algum proveito por tê-las possuído. Além do mais, se na hora da morte estivermos muito apegados aquilo que temos, isso nos impedirá de morrer em paz e talvez até de termos um renascimento afortunado.

Quando saímos de férias, tomamos o cuidado de levar dinheiro suficiente para toda nossa viagem. Muito mais importante que isso, no entanto, é garantir que viajaremos para nossas vidas futuras com virtude, ou mérito, suficiente para obter todos os recursos que iremos precisar. Nossa pratica de dar é o melhor seguro contra a pobreza futura.

Devemos nos desfazer de nossas posses apenas no momento certo, ou seja, quando isso não nos causar nenhum impedimento a nossa prática espiritual nem colocar em risco a nossa vida e quando a pessoa que receber a doação puder extrair benefícios significativos dela. Caso contrário, não devemos doar nossos bens, mesmo que nos peçam para fazê-lo. Por exemplo, se percebemos que um presente prejudicará alguém, não devemos dá-lo. É preciso considerar todas as implicações da nossa ação, inclusive como ela nos afetará outras pessoas além daquela que receberá o presente. Também devemos conservar s coisas que são necessárias à nossa pratica de Dharma. Se nos desfizermos delas, indiretamente prejudicaremos os outros, já que vamos criar obstáculos ao nosso progresso rumo à iluminação.

Devemos dedicar mentalmente tudo o que temos aos outros, mas dar-lhes de fato, apenas quando for o momento mais adequado. Esse modo habilidoso de pensar é por si, uma forma de dar. Instituições de caridade, por exemplo, não repassam imediatamente todos os donativos que recebem, mas reservam uma certa quantia para situações de maior necessidade. Apesar de guardarem o dinheiro, essas instituições não consideram propriedade sua; simplesmente pensam que estão cuidando dele para os outros, até que surja uma necessidade. Se encararmos todas as nossas posses do mesmo modo, estaremos praticando a generosidade o tempo todo.

O mérito que acumulamos com a prática de generosidade de muitos outros fatores além do valor da doação. Um deles é a respeito de quem é beneficiado. Existem três tipos classes de seres para os quais é extremamente meritório dedicar nossa pratica de generosidade: os seres sagrados, como os Budas e Bodhisatwas; pessoas que foram muito bondosas para conosco, como nossos pais; e aqueles que são muitos necessitados, como os pobres, doentes e deficientes. Outro fator importante é a nossa motivação. È mais meritório dar migalhas a um passarinho com pura compaixão do que dar um anel de brilhante com apego. Evidentemente que a melhor motivação é a bodichitta (ou seja, acumular méritos para atingir a iluminação para beneficiar a todos os seres). Nesse caso a virtude que criamos é ilimitada. Além da generosidade de dar coisas materiais podemos dar o Dharma e destemor.

  • Generosidade de dar o Dharma

Há muitas maneiras de dar o Dharma. Se ensinarmos com boa motivação mesmo que uma única palavra de Dharma, estamos fazendo essa prática. Isso é muito mais benéfico do que qualquer presente material, porque coisas materiais ajudam somente nessa vida, ao passo que o Dharma pode auxiliá-los nessa vida e em todas as vidas futuras. Podemos dar o Dharma de muitas outras formas; por exemplo, dedicando nossas virtudes para que todos os seres desfrutem de paz e felicidade ou sussurrando mantras no ouvido dos animais

  • Generosidade de dar destemor.

Dar destemor é proteger os outros seres vivos de medos e perigos. Podemos, por exemplo, salvar pessoas de incêndios ou desastres naturais ou defende-las de violência física ou ainda, salvar animais e insetos que caíram na água ou foram capturados. Mesmo que não possamos socorrer os que estão em perigos, podemos dar destemor fazendo preces e oferendas para que se livrem das ameaças. Também podemos dar destemor rezando para que os outros se libertem das suas delusões, especialmente da delusão do auto agarramento, a verdadeira origem de todo o medo.

  • Concluindo.

Conta-se que certa vez, houve uma grande fome na Índia e que um bodhisatwa ao ver um tigre passando fome, sua compaixão foi tamanha que deu o próprio corpo para alimentar aquele animal. E nós, muitas e muitas vezes, não damos sequer um prato de comida que esteja sobrando para alguém que passa pedindo na porta de casa.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A PERFEIÇÃO DE PACIÊNCIA

Precisamos de paciência mesmo que não estejamos interessados no desenvolvimento espiritual, porque sem paciência ficamos vulneráveis a ansiedade, frustração e inquietação e dificilmente conseguimos manter relações harmoniosas.

Paciência é o oponente da raiva, que, por sua vez, é o mais poderoso destruidor de virtudes. Podemos ver nossa experiência quanto sofrimento nasce da raiva. Por causa dela, não valíamos corretamente as situações e somos compelidos a agir de maneira deplorável. Ela destrói nossa paz mental e perturba todos ao nosso redor. Mesmo as pessoas que normalmente gostam de nós afastam-se quando nos vêem com raiva. A raiva pode nos levar a repudiar ou insultar nossos pais e, quando intensa, é capaz de nos impelir a matar pessoas que amamos ou até a tirar nossa própria vida.

Geralmente, a raiva é desencadeada por algo insignificante, como um comentário que tomamos como ofensa pessoal, um hábito que achamos irritante ou uma expectativa frustrada. A partir de pequenas experiências como essas, a raiva tece uma fantasia elaborada, exagerando os aspectos negativos e desagradáveis da situação e criando razões e justificativas para sentimentos de frustração, ultraje ou ressentimento. Então falamos e fazemos coisas que prejudicam os outros, ofendendo-os transformando pequenas dificuldades em grandes problemas.

Se alguém nos perguntasse quem causou as guerras nas quais tantos seres humanos morreram, teríamos que forma as mentes raivosas. Se as nações estivessem repletas de pessoas calmas e pacíficas, as guerras não poderiam sequer começar. A raiva é o maior inimigo dos seres vivos. Ela nos prejudicou no passado , prejudica-nos agora e, se não for superada por meio da prática de paciência, continuará a nos prejudicar no futuro. Como disse Shantideva:

" esse inimigo, a raiva, nem tem outra função além de me prejudicar."

Inimigos externos de forma mais lenta e menos sutil e , se praticarmos paciência em relação a eles, poderemos até conquista-los e transforma-los em amigos. Com a raiva, ao contrário, não existe conciliação possível. Se formos brandos com ela, seremos ainda mais prejudicados. Além disso, enquanto inimigos externos só conseguem nos prejudicar numa única vida, a raiva pode fazê-lo em muitas vidas futuras. Portanto, é preciso eliminar a raiva tão logo ela desponte em nossa mente, pois se não fizermos, ela rapidamente se converterá num fogo voraz que consumirá todo nosso mérito.

A paciência, por outro lado, ajuda-nos nesta vida e em todas as vidas futuras. Como disse Shantideva:

"Não existe mal maior que a raiva
Nem virtude maior que a paciência."

Trecho extraído do livro o voto do Bodhisatwa de Gesh Kelsang Gyasto

segunda-feira, 19 de abril de 2010

COMO OS BUDISTAS VÊEM AS OUTRAS RELIGIÕES



Esse é meu guia espiritual Gesh Kelsang Gyatso

terça-feira, 6 de abril de 2010

Por que os budistas fazem oferendas e prostrações?

Se os Budas são onipresentes, oniscientes e onipotentes...porque precisam de oferendas e prostrações? Não precisam!!! Quem precisa somos nós!!Explico: Fazer oferendas e prostrações é um ato de fé e imaginação,a intenção é sempre que determina a ação, aqui nesse blog, já explicamos isso diversas vezes, pois ao semear um pensamento cultivamos um hábito, ao cultivar um hábito iremos ter um caráter, ao ter um caráter iremos colher um destino. Ao cultivarmos o ato de prostrar estamos plantando a semente da humildade em nós. Ao praticar dar oferendas, estamos semeando a generosidade, acostumando a nossa mente de dar as coisas.

Para que essa pratica tenha efeito desejado é necessário termos em mente que os Budas estão ali, eles não precisam vir do nirvana, é como a Lua, não faz esforço para brilhar em um lago, o lago está ali e ela apenas se reflete nele. Da mesma forma, uma imagem de um Buda, ou uma mente que pensa em Buda, imediatamente Buda está ali presente, tal como a Lua no lago. Sendo assim, ao nos prostramos e fazermos as oferendas estamos desenvolvendo uma poderosa ação virtuosa. Imagine a quantidade de mérito ( energia positiva gerado em uma ação) que geramos ao nos prostrarmos perante um ser plenamente iluminado e darmos coisas a ele. Se você que está lendo é Cristão, imagine se pudesse se prostrar perante o próprio Cristo. É capaz de entender esse ponto de vista agora?

Sendo assim o maior beneficiado com essa prática somos nós, afinal se nosso objetivo é beneficiar aos outros, como poderemos fazer isso sem humildade e sem generosidade? Humildade é o efeito que reconhece sua causa e generosidade é dar e não se livrar das coisas. A maioria das pessoas não dão e sim se livram de coisas e a generosidade é a causa de riqueza no futuro, avareza é a causa que gera o carma da pobreza. Conta-se que certa vez um pobre garoto, não tendo o que oferecer a uma imagem de Buda, encheu uma tijela de areia e imaginou que fosse ouro em pó, na vida seguinte nasceu como o Imperador Asoka, uns dos maiores rei que a Índia teve em sua história. Não posso deixar de me lembrar da passagem cristã, no qual uma pobre viúva dá apenas duas moedas como oferta ao templo e Jeoshua ( Jesus) diz: Na verdade ela deu mais do que todos, pois os outros deu o que lhe sobrava e ela deu tudo que possuia. Portanto, sempre façamos oferendas aos Budas e mais ainda aos seres sencientes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

MORTE A MAIOR DAS MENTIRAS

Tal como o fogo a natureza do fogo é esquentar e do gelo esfriar, assim a natureza do corpo é a morte a da mente é a imortalidade.

O corpo sem a mente não faz nada, não é capaz sequer de se mover. Ele é apenas uma máquina que definitivamente não é nosso eu, afinal não somos um saco de carne, com pulmões, figado, rins e demais órgãos, não somos pele, suor, cabelos, unhas, ossos, pus, sangue, aparelho digestivo e etc... pois, o corpo, sem mente, é apenas isso...essa é a natureza do corpo. Ele já é morto, o que é vivo e a mente, portanto a morte não existe...o que morre é o corpo, mas como algo que sempre foi morto pode morrer?

Nossa civilização nada mais é que do Necrópoles com cadáveres se movendo por impulsos espasmódicos da mente. A morte, portanto, apenas coloca as coisas no seu devido lugar, o corpo continua morto, como sempre foi, a mente continua imortal, como também sempre foi.

Portando, nunca devemos temer a morte e sim a quebra da disciplina moral, de praticar injustiças e prejudicar os outros. Aqueles que não se identificam com seus corpos e tem uma mente virtuosa com certeza poderão dizer que que são ricos na pobreza, livres na servidão e vivos na morte! Ao contrário daqueles que se identificam com seus corpos e praticam toda sorte de delusões, negatividades e injustiças que são pobres na riqueza, escravos na liberdade e mortos em vida.


O SOFRIMENTO DOS ANIMAIS

Os animais nesse mundo são tratados pelos humanos de 3 formas;

  1. para distração presos em circos, zoológicos e gaiolas
  2. para trabalhos forçados como escravos
  3. para serem cruelmente mortos e terem seus corpos retalhados e vendidos em açougues.

O que é uma grande estupidez de nossa parte como humanos, pois na escala hierárquica como reinos, somos como deuses para eles. Não sou a favor que os animais sejam tratados melhores que humanos como fazem certas dondocas, pois isso também é um desequilíbrio, mas que apenas sejam livres e respeitados em seus próprios reinos. Tal como nós, eles apenas desejam ser felizes e não sofrer e nós achamos que somente nós merecemos ser felizes nesse mundo.