sexta-feira, 12 de março de 2010

OS SINAIS DA MORTE

Existem dois tipos de sinais da morte: distantes e próximos. Para vivenciar os sinais distantes, não é preciso estar enfermo. Eles ocorrem entre seis e três meses antes da morte e são de três tipos: corporais, mentais e sonhados. Não indicam necessariamente que vamos morrer logo mas, se persistirem, é provável que nossa morte seja iminente. Conhecendo-os, saberemos identificar sua ocorrência, e isso servirá para fazer as preparações para nossa vida futura.
Eis alguns sinais corporais distantes: soluçar continuamente ao urinar ou defecar, não ouvir o zumbido interno do ouvido ao tapá-lo; o sangue não voltar com rapidez as unhas quando apertamos ou relaxamos a pressão; não sentir gosto ou cheiro das coisas sem motivo algum; esfriamento do hálito, encolhimento da língua; não ver sombras e formas coloridas ao pressionar o globo ocular no escuro; ter a alucinação de um sol à noite, parar de salivar, não ver os raios de energia fluírem pela coroa da cabeça ao olhar para própria sombra numa manhã de sol.

Eis alguns sinais mentais da morte: mudança do temperamento atual; sem motivo, deixar de gostar da própria casa, de amigos e de outros objetos de apego; sentir tristeza sem razão alguma; perda de força, clareza de nossa sabedoria e inteligência.

Os sinais sonhados, sonhos repetidos de que estamos caindo de uma montanha elevada; viajando nus ou sozinhos através de um deserto rumo ao sul.

E assim um praticante atento pode perceber sua morte, se preparar para ela, vivendo significativamente e morrendo alegremente e então realizar seu canto de cisne: Os cisnes quando percebem que vão morrer, cantam felizes como jamais cantaram , pois percebem a felicidade que vão usufruir na próxima vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário